Fábrica da Esperança vai produzir troféu do Prêmio Alagoano de Turismo

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Claudio Bulgarelli

A Fábrica de Esperança é um programa coordenado pela Gerência de Educação, Produção e Laborterapia da Seris, cujo objetivo é fomentar o trabalho e a capacitação para as pessoas privadas de liberdade que estão condenadas e custodiadas no Sistema Prisional de Alagoas, como também, minimizar os efeitos negativos do cárcere. Trabalham no projeto mulheres que praticam a venda de produtos confeccionados nas oficinas. Dentro desse contexto é que a Revista Class Magazine contratou a Fábrica de Esperança para produzir os troféus do Prêmio Alagoano de Turismo, que vai acontecer no mês de setembro, no Ritz Lagoa da Anta.

O troféu é uma justa homenagem a um dos mais importantes símbolos turísticos de Alagoas: a jangada. Nesse caso, a peça está sendo produzida em madeira e a vela em artesanato filé, nas cores da bandeira alagoana. É inclusive no artesanato, que as mulheres praticam ainda oficinas de filé, pintura em tecido, tornearia em madeira e marcenaria artesanal. Neste espaço são produzidas cerca de 50 variedades de peças, desde o pano de prato, echarpe de filé, até os sofisticados jogos de xadrez, ludo, dama e gamão;

Atualmente a Fábrica de Esperança conta com as seguintes oficinas de trabalho: corte e costura com capacidade para 30 reeducandas que produzem todos os uniformes dos reeducandos do Sistema Prisional; Serigrafia, com capacidade para 15 reeducandas; Marcenaria, onde se realiza desde pequenos reparos até produção de móveis para atender as necessidades das unidades prisionais; Saneantes com capacidade para cinco reeducandos, onde há o reaproveitamento de todo óleo de cozinha que seria desperdiçado e Capinagem, para a manutenção das unidades prisionais e do Complexo Prisional.

Quando os reeducandos são autorizados a ingressar nas oficinas de trabalho da Fábrica de Esperança, exercem suas atividades, de segunda a sexta, das 7h às 16h, onde a carga horária não pode ser inferior às 6h, nem ultrapassar 8h de trabalho. Todos têm garantia de 1h de intervalo para o almoço. Como benefícios recebem entre ¾ e um salário mínimo, sendo a remuneração depositada 75% numa conta bancária de livre movimentação e 25% numa conta bancária destinada ao pecúlio, visando auxiliar o custodiado na sua manutenção e de seus familiares. O trabalho do privado de liberdade garante a cada três dias de atividade, um dia a menos na pena, após análise do Poder Judiciário.

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