Secretário de Turismo Ricardo Santa Rita afirma que Maceió continuará sendo um dos principais destinos turísticos do Brasil

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Claudio Bulgarelli – Sucursal Região Norte

Em entrevista exclusiva para O Portal Alagoas em Pauta, o secretário de Turismo de Maceió, Ricardo Santa Rita, fala sobre os 100 primeiros dias da gestão, analisando o quadro turístico local diante da pandemia da Covid-19. Entre projetos que podem ser desenvolvidos junto ao Ministério do Turismo, como a criação da Escola Nacional do Turismo e as iniciativas da pasta, Santa Rita acredita que Maceió, como a capital que mais vacina no país, continuará sendo um dos principais destinos turísticos, saindo na frente no setor, mesmo precisando melhorar a vivência e experiência do turista na capital.

Qual a avaliação que o senhor faz da pasta de turismo nesses primeiros 100 dias de gestão?

Ricardo Santa Rita – O setor tem sofrido com a incerteza do mercado durante a pandemia. Por isso estamos planejando. Recebemos o Ministério do Turismo em três momentos. Para tratar da criação da Escola Nacional de Turismo. Implantar o Wakalua que é um hub de inovação tecnológica para empresas do setor e a atração de investimentos privados onde o governo federal mapeou áreas estratégicas para novos negócios. A OMT (Organização Mundial do Turismo) nos visitou também. E não podemos esquecer a abertura com o SEBRAE no diálogo que visa à construção do Plano Municipal de Turismo. Além de ações pontuais na mitigação do impacto financeiro aos diversos operadores do setor.

Quais iniciativas que a secretaria de turismo pode adotar diante de um quadro de pandemia que paralisou em parte as atividades turísticas?

RSR- Estamos trabalhando três atores. Os grandes empresários do setor, que são indutores da cadeira produtiva econômica da área. É preciso trabalhar um pacote de benefícios fiscais. Os pequenos negócios que compreendem receptivos, guias, ambulantes da orla, artesãos. Estamos pensando em uma capacitação para o retorno, ação social para garantir aos necessitados um suporte mais efetivo da Prefeitura. E também temos o visitante, nosso turista que precisa compreender que Maceió se preocupa com todos.

Somos a capital que mais vacina no Brasil. Batemos recordes e criamos um ambiente seguro para retomada econômica. Já passamos de 200 mil pessoas que tomaram a 1º dose, cerca de 60 mil tomaram duas doses. Vamos ser o primeiro destino a abrir as portas para um turismo seguro e responsável.

Existe espaço para um crescimento do turismo em Maceió? Quais seriam esses gargalos?

RSR – Existe sim. Temos 19 mil leitos na rede oficial de hospedagem. Nosso aeroporto bateu 2.1 milhões passageiros em 2019, tem capacidade de passar de 5 milhões por ano. Recebemos mais de meio milhão de passageiros rodoviários. E também temos capacidade de retomada dos cruzeiros marítimos, na última temporada foram 20 mil passageiros. Números que mostram nossa grandeza, mas há muito a crescer. A ocupação da hotelaria bateu 74%. Ou seja, há ainda 1/4 de espaços que podem ser ocupados. Além de trazer mais gente, podemos trazer pessoas que consomem mais no destino. Aumentar o ticket médio é uma meta recorrente de qualquer gestor de destino.

Para o senhor quais seriam os pontos positivos e negativos para o desenvolvimento turístico na capital?

RSR – Os aspectos positivos num mundo pós pandemia é que somos um destino de espaços abertos. As experiências mais presentes são ao ar livre, nossa praia.

O ponto negativo é que ainda temos muito a ordenar no nosso turismo. Melhorar a vivência do turista. O visitante precisa ter uma experiência mais fácil, simples. Tem Que ser fácil o acesso aos produtos. Como pegar uma jangada para piscina natural? Como pagar? Onde embarcar? Como posso mergulhar? Onde mergulho? Como alugo material? Quais museus interessam a quem chega? Como ir lá? Precisa pagar? Tem o que pra comer? Qual melhor tapioca, onde tomar caldinho de Sururu? Qual fruta tropical local é mais saborosa num suco ou drink? Precisamos facilitar o acesso do turista aos serviços embarcados no turismo.

O que esperar dessa gestão para os próximos 4 anos em se tratando da importante atividade econômica chamada turismo?

RSR – O Prefeito JHC já afirmou que o desenvolvimento de Maceió passa pelo turismo e pela inovação. É para onde iremos mirar. Muita ferramenta tecnológica nesse novo costume de consumidor digital. Fortalecer experiências através das plataformas. Vamos colocar na vitrine, criando uma experiência digital. Muito se avançou nos últimos anos. O observatório de dados do turismo nos auxiliará a tomar decisões, criar experiências online que melhorem essa estadia do visitante.

O que o turista interno e, sobretudo, aqueles milhares que visitam a capital todos os anos podem esperar já para os próximos meses?

RSR – Acreditamos que Maceió continue sendo a capital que mais vacina no país. E continuará sendo um dos principais destinos turísticos. Assim sairá na frente do setor. Devemos, seguramente, ser um dos primeiros destinos a atender protocolos que garantem a viagem tranquila para quem quer aproveitar nossos atrativos. Vacinar é questão de ordem e isso será preponderante para nossa retomada do setor.

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