Princesa das Fronteiras, São José da Laje tem muitas atrações.

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Claudio Bulgarelli

São José da Laje, município localizado na região Serrana dos Quilombos, distante cerca de 100 quilômetros de Maceió, é uma das principais cidades da zona da mata alagoana. Considerada a “Princesa das Fronteiras”, a cidade tem um grande potencial turístico, ainda a ser explorado. Podemos citar a Usina Serra Grande, fundada em 1894 no engenho Serra Grande, pelo Coronel Carlos Benigno Pereira de Lyra, que é o marco maior da economia; a Casa dos Signos, conhecida também como Solar dos Pinheiros, que teve sua construção iniciada em 1952; a Igreja Matriz de São Carlos/São José, em estilo barroco, construída em 1923, pelo coronel Carlos Lyra e o Museu Maria Fumaça, composto por um rico acervo com registros fotográficos, mobiliário e maquinário permitindo ao público o acesso aos registros de toda a sua história.

Seu maior atrativo, no entanto, é a Reserva Ecológica Osvaldo Timóteo, uma área voltada para o reflorestamento e conservação da Mata Atlântica. Criada para amantes da ecologia, oferecendo um diferencial inédito da região com seu perímetro preservado da Mata Atlântica, corredor de bambuzais, nascentes de água potável, lagos, espaço de preservação de aves e pássaros em extinção, o visitante pode optar por passar um dia ecológico ou então ficar na pousada (localizada dentro da reserva) e respirar ares diferentes, o que é sempre legal.

Foi um sonho de infância que fez com que o produtor de cana de açúcar, Osvaldo Timóteo da Silva, desistisse dos negócios com a exploração agrícola para cultivar um espaço onde pudesse viver em harmonia com a natureza. Foi com persistência e amor pela natureza que ele implantou em São José da Lage, uma fazenda para poder criar animais e cultivar diferenciados tipos de plantas. Nascia assim à reserva ecológica Osvaldo Timóteo.  

Um empresário e produtor rural que vivia da exploração natural para sua sobrevivência, finalmente viu seu sonho realizado. Sua propriedade foi considerada como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), confirmado pelo Governo Federal em 2007, ou seja, é uma área integrante das Reservas Particulares do Patrimônio Natural do Brasil. Isso quer dizer que são áreas de conservação da natureza em terras privadas. Este tipo de reserva tem como objetivo promover a educação ambiental, atividades científicas, culturais, recreativas e de lazer. Lá também se desenvolvem atividades econômicas que não comprometem o equilíbrio ecológico como o ecoturismo.

Na reserva, as pessoas estão em contato permanente com a fauna e a flora, onde animais andam em liberdade sem medo da ação predatória do homem,  plantas que crescem e se reproduzem sem o temor das queimadas e da retirada ilegal de madeira. As nascentes de rios são protegidas e as margens cultivadas para não ocorrer degradação, assim os peixes e os anfíbios conseguem sobreviver em um ambiente hospitaleiro.

Até agora foram catalogadas mais de 60 espécies de aves, centenas de tipos diferentes de espécies de plantas e uma grande variedade de animais e répteis, como: tatu, teju, raposas, preguiças, camaleões, cobras de várias espécies, entre outros animais vivendo livremente pela reserva. A reserva possui atualmente todo suporte técnico e científico para garantir o manejo correto do solo, o uso controlado da água e da energia, além de servir para pesquisadores que se interessam em realizar trabalhos e pesquisas de cunho ambiental.  Conta ainda com apoio logístico e de infraestrutura para receber visitantes e amantes da ecologia que queiram conhecer e aproveitar com responsabilidade os recursos naturais.

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