Receptivos de turismo e beach clubs são os maiores geradores de emprego e renda no Litoral Norte

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Claudio Bulgarelli – Sucursal Região Norte

Passados seis meses da retomada gradual do turismo no Litoral Norte, depois do período mais critico da pandemia do novo coronavírus, que manteve boa parte da cadeia produtiva de portas fechadas, especialmente o setor de serviços, são os receptivos de turismo e os chamados beach clubs que assumem liderança na geração de empregos em todo o Litoral Norte de Alagoas. De Ipioca, ainda no norte de Maceió; passando por Paripueira, que concentra três receptivos até São Miguel dos Milagres, que reúne o maior número de receptivos da Rota Ecológica, esse tipo de negócio demonstra sua força na geração de empregos.

Na praia de Ipioca, o Hibiscus, o mais procurado pelo público de Maceió e por muitas agências de turismo, já vem, no mínimo, há seis anos, sendo referencial no número de empregos gerados, com significativo aumento durante a alta temporada. Em Paripueira, o Mar & Cia, na praia de Costa Brava, é um dos pioneiros nessa modalidade de receber turistas, com culinária de qualidade, atrações musicais e passeios. Além disso, a cidade abriga ainda outros dois receptivos, o Guarda Rios e o Anauê, na praia de Sonho Verde. Juntos, empregam mais de 200 pessoas, além de um número incalculável de empregos indiretos, injetando, todos os meses, mais de 500 mil na economia local, além dos impostos, como ICMS e ISS, que o imposto spvre serviço, arrecadado pela prefeitura.

Em São Miguel dos Milagres, o mais jovem dos beach clubs e único da Rota Ecológica, o Milagres do Toque, na praia do Toque, conseguiu reunir todos os predicativos em um só lugar. A empresa comandada pelos empresários Diogo Albuquerque e Josenildo Lopes, que manteve uma politica de não despedir ninguém durante a pandemia, mantendo seu quadro de 50 colaboradores, emprega neste momento mais de 60 pessoas diretas. No quadro indireto são mais 50 pessoas, entre jangadeiros, que fazem os passeios até as piscinas naturais, bugueiros, que realizam passeios pela região e dezenas de outras pessoas que trabalham nos seis quiosques existentes no local, como loja de artesanato, de mergulho, roupas de praia e até um café com artesanato de diversos lugares de Alagoas.

Sozinho, o Milagres do Toque Beach Club, injeta na economia de São Miguel dos Milagres mais de 150 mil reais por mês, entre salários, serviços terceirizados e recolhimento de impostos. O Milagres do Toque também mantém projetos pioneiros na região, como o aumento de recuperação da área de restinga; instalação de usina de compostagem do lixo orgânico para adubo e mais recentemente, fechou parceria com a Coopernorte, que é a Cooperativa Alagoana dos Catadores de Materiais Recicláveis do Litoral Norte, com o objetivo de implantar um projeto de matérias recicláveis em São Miguel dos Milagres.

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