Milhares de municípios são insustentáveis no Brasil

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Um estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) constatou que 1.856 cidades brasileiras não têm receita própria para cobrir despesas administrativas das prefeituras e das câmaras de vereadores. A maioria dessas cidades encontra-se em estados do Nordeste.

Segundo a Firjan, isso é resultado do coronelismo e do socialismo que acaba esquecendo a iniciativa privada. A prefeitura dessas cidades viraram um verdadeiro balcão de empregos. Para a federação, não existe capital de giro, tendo em vista que o município não arrecada o mesmo tanto que precisa gastar. Então vem a pergunta: como esses municípios sobrevivem se não tem receita própria? E a resposta é: de verba federal, fruto dos impostos de todos os brasileiros. E custa caro, muito caro.

No Piauí de 224 municípios, 185 são insustentáveis. No Maranhão de 217, 179 são insustentáveis. Na Paraíba 174 não tem receita para sobreviver. Em Alagoas, de 102 municípios, 73 não são sustentáveis. No Rio Grande do Norte 108 municípios. Na Bahia de 417, 263 não seriam sustentáveis. Em Sergipe de 75, mais da metade, 46. No Ceará de 184, 98 não são. Em Pernambuco de 185, 96 não são. Ao contrário de Santa Catarina, que tem 295 municípios, somente 1 não seria sustentável.