Restaurante Sá Menina, o melhor pudim, num dos mais tradicionais restaurantes de Maceió.

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Desse realmente eu posso falar, com direito e conhecimento, pois praticamente vi o seu nascimento, quando ainda fazia às vezes de turista em Maceió, uns 20 anos atrás. Foi quando conheci o local e seus simpáticos proprietários, Rose e Silvio, dos quais me tornei, mais do que cliente, amigo e apreciador de um dos melhores restaurantes e um dos mais tradicionais self services da cidade, o Sá Menina, na Jatiúca. A história é muito bonita, daquela de batalhadores e vencedores, que ao longo dos anos abraçaram a capital alagoana como morada. Mas antes da história do restaurante, melhor abrir alguns parágrafos para falar da história, primeiramente da Rose e depois do Silvio e em seguida da deliciosa criação desses empreendedores paulistas alagoanos, os paulagoanos. (Esse nome inventei só para essa matéria ok)

Rose Moreno, paulista, que conheceu Maceió como turista, era administradora, mas gostou tanto da cidade que resolveu se mudar para cá, mesmo sem um emprego definido. Por lá deixou até o namorado, e atual marido Sílvio Pessoa. Nos primeiros quatro meses, ela não conseguiu trabalho e assim começou a trilhar o caminho da gastronomia, fazendo e vendendo sanduíches na praia. Não demorou muito para seus sandubas fazerem sucesso, vendendo entre 100 a 120 sandubas por dia.

Não demorou muito tempo e Sílvio, cheio de saudades da amada Rose, desembarcou também em Maceió, iniciando sua carreira como garçom do Divina Gula, enquanto Rose trabalhava numa empresa como administradora. Contudo, o destino conspirou a favor do casal. O Divina Gula precisava de sobremesas, na época eram terceirizadas, e claro, a Rose topou o desafio e seu primeiro doce para o restaurante foi o mousse de chocolate. As encomendas cresceram no mercado e ela abandonou o emprego para se dedicar aos doces.

Quando apareceu a oportunidade, compraram o restaurante que estava à venda e, entre as panelas, Rose percebeu que não bastava cozinhar bem, mas adquirir conhecimentos. Apostou no Empretec  e em várias consultorias do Sebrae para entender da gestão de empresas. Formou-se em gastronomia em Recife, no maior sufoco, de segunda a sexta na cidade do frevo, e nos finais de semana no Sá Menina. Rose esteve duas vezes na França, a primeira em Paris e a segunda em Nice, região do Mediterrâneo, onde ela teve o prazer de estudar mais sobre a confeitaria considerada a melhor do mundo.

Aos poucos o Sá Menina ganhava uma clientela fiel com seu self de alta criatividade gastronômica, servindo de tudo um pouco, da cozinha brasileira, a feijoada, de doces a opções vegetarianas, sempre almoço e no jantar. O tempo foi passando e o Sá Menina resistiu ao tempo, ao surgimento de novos restaurantes. Atualmente funciona de segunda a domingo das 11h30 às 16h00 para o almoço e das 18h00 às 22h00, com rodízio de café regional. Tem lá pratos, que são carro chefe: bacalhau (sexta), feijoada (sábado) e peixe grelhado todos os dias. Jantar a La carte segunda a sábado com café regional por pessoa. Tem ainda picanha, maminha, macarronada e frutos do mar, entre outras indicações do chef. E tem a mesa de legumes e frutas, que é de encher os olhos. Ai você cria a possibilidade de montar a salada ao seu bel prazer, porque a variedade é imensa.

Depois tem os doces. Mas é o pudim que grita mais alto. Dizem que quem prova o pudim de leite da chef Rose, jamais esquece e se apaixona, e ainda sai por aí, espalhando pelos quatro cantos, que é o melhor pudim de Alagoas, quem sabe do Brasil. São 20 anos que essa mulher simpática adoça a vida de muita gente com seu pudim de textura de seda, um dengo no céu da boca, nem parece que vai ao forno em banho maria. O pudim de leite, claro, é o queridinho, com liderança disparada. Mas tem o de chocolate, o de café e o de rapadura, simplesmente fantástico. Como Rose é doceira de mão cheia, e todas suas tortas e bolos são delicados, como a torta de limão, perfeita, com acidez pequena, e a massa é da farinha de amêndoas, coisa fina. Então, já sabe, sobremesa do Sá Menina tem a dedicação da Rose que faz questão de fazer também em casa.

Depois do pudim, o maior pecado são os pães do Sá Menina, o redondinho de batata é impossível comer apenas um, macio e recheado com queijo coalho. Na verdade o mérito é do empresário Silvio Pessôa, sócio e marido e Rose, que já há tempos está se saindo um ótimo padeiro.

Jornalista Nide Lins

Como filho de peixes, peixinho é, atualmente, o filho do casal, Antônio, segue os passos dos pais, afinal viveu no Sá Menina, que tem 20 anos dedicados à boa gastronomia brasileira com almoço, jantar e os doces encantadores.

O Sá Menina funciona para almoço todos os dias e jantar de segunda a sábado. Fica na Avenida Desembargador Valente Lima, 180, Jatiúca, (82) 98854-5824, número que se podem fazer reservas e encomendas. No Instagram @sameninarestaurante.